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A armadilha da IA: como imagens geradas por inteligência artificial estão aumentando devoluções e prejudicando grandes e-commerces


Nos últimos anos, o uso de inteligência artificial (IA) na criação de imagens para e-commerce cresceu rapidamente. A promessa era tentadora: redução de custos, agilidade na produção e flexibilidade criativa. No entanto, empresas que apostaram nesse caminho já estão enfrentando as duras consequências dessa decisão.


Inconsistência, imprecisão e frustração do consumidor

Estudos recentes mostram que 84% das imagens geradas por IA apresentam algum nível de inconsistência visual, como deformações, sombras incoerentes, texturas irreais e distorções em proporções. O problema se agrava quando essas imagens precisam representar fielmente produtos reais, como calçados, eletrônicos ou artigos de moda.

De acordo com um relatório da True Fit e da Narvar, 22% das devoluções em e-commerces estão diretamente ligadas à diferença entre o produto recebido e sua apresentação nas imagens. Esse número dispara quando a empresa utiliza imagens sintéticas ou manipuladas por IA, chegando a 35% nos segmentos de moda e acessórios, segundo levantamento da Retail Systems Research (RSR).



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Devoluções não são só prejuízo: são um alerta

Cada devolução representa um custo operacional significativo, mas o impacto vai além do financeiro. A experiência negativa do consumidor afeta diretamente o ciclo de recompra:

  • 58% dos consumidores que fizeram uma devolução por não conformidade visual afirmam evitar compras futuras naquele e-commerce.

  • 72% relatam frustração com a experiência, afetando diretamente os índices de satisfação e fidelização.

Ou seja, a economia inicial prometida pelas imagens por IA pode gerar um efeito reverso devastador: aumento de devoluções, queda na confiança do cliente e prejuízos à reputação da marca.


Grandes players já recuaram

Diversas marcas globais que inicialmente apostaram na IA para gerar imagens de catálogo já voltaram atrás. Um exemplo emblemático é o de uma gigante americana do setor de vestuário, que enfrentou um aumento de 40% nas devoluções em coleções cujas imagens foram 100% geradas por IA. Após dois trimestres de queda nas vendas e críticas de consumidores, a empresa retomou a produção tradicional com fotografia real e setups controlados.

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O caminho seguro: imagens reais, com controle total

Empresas que valorizam a fidelidade visual e a experiência de compra sabem que nada substitui uma boa fotografia real, com controle de luz, textura, ângulo e composição feita por profissionais que entendem a jornada do consumidor.

Na Superprodução, produzimos imagens que entregam exatamente o que seu cliente verá ao abrir a caixa. Evitamos distorções, respeitamos a identidade visual da marca e criamos materiais que reduzem devoluções e aumentam a confiança na compra.


Conclusão

A IA é uma ferramenta poderosa, mas precisa ser usada com responsabilidade. No e-commerce, onde a imagem é o elo entre o produto e a decisão de compra, precisão e fidelidade importam mais do que nunca. Apostar em soluções reais, com controle de qualidade e consistência, é mais do que uma escolha estética — é uma decisão estratégica.

 
 
 

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